O Instituto Humanitas de Estudos Integrados (IH/UFRN) é uma Unidade Acadêmica Especializada da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Foi criado em 2019 pela Resolução nº 04/2019-CONSUNI, resultado de um projeto acadêmico concebido por um grupo de professores que compartilhavam o propósito de construir um espaço dedicado à produção de conhecimento interdisciplinar na área de Humanas.
Desde sua criação, o Instituto nasceu com a missão de integrar ensino, pesquisa e extensão, reunindo pesquisadores de diferentes áreas das Ciências Humanas em torno de temas contemporâneos de relevância social. Essa vocação interdisciplinar tornou-se a principal marca do Humanitas, orientando suas atividades acadêmicas, científicas e de diálogo com a sociedade.
Mesmo antes da oferta de cursos de graduação, o Instituto consolidou uma importante atuação extensionista por meio dos Cursos Livres, iniciativa permanente voltada à democratização do conhecimento. Ao longo dos anos, esses cursos aproximaram a universidade da comunidade, promovendo debates sobre filosofia, política, cultura, direitos humanos, desigualdades sociais, ciência e outros temas fundamentais para a compreensão da realidade contemporânea.
Em 2021, o Instituto alcançou um marco decisivo em sua trajetória com o início da oferta do Bacharelado Interdisciplinar em Humanidades (BIH), o primeiro bacharelado interdisciplinar da área de Humanidades da UFRN. Com ingresso anual via SISU, o curso foi concebido para oferecer uma formação generalista, interdisciplinar e humanística, estruturada em uma matriz curricular flexível que integra ensino, pesquisa, extensão e atividades complementares. Ao longo de seis semestres, os estudantes desenvolvem competências para compreender criticamente problemas sociais, culturais, políticos, econômicos e ambientais, atuando de forma ética e inovadora em equipes multidisciplinares. O BIH prepara seus egressos para diferentes campos de atuação, além de constituir uma sólida base para a continuidade dos estudos em programas de pós-graduação. As práticas extensionistas obrigatórias, presentes desde a formação inicial, reforçam o compromisso do curso com a transformação social e com o diálogo permanente entre universidade e sociedade.
Em 2025, o Instituto ampliou seu compromisso com a formação interdisciplinar ao lançar o Programa de Estudos Secundários (PES), uma iniciativa de formação continuada voltada a graduados, professores, pesquisadores e demais profissionais interessados em aprofundar conhecimentos sobre temas diversos. Com carga horária de 300 horas e organização em torno de eixos temáticos, o programa articula ensino, pesquisa, leitura crítica, debates e produção acadêmica, reunindo docentes do Instituto Humanitas e professores convidados. Sua primeira edição, História e Violência nas Sociedades Contemporâneas, promoveu uma análise abrangente das múltiplas formas de violência — históricas, políticas, sociais, culturais e simbólicas — a partir das contribuições da história, filosofia, sociologia, antropologia e dos estudos culturais. O PES consolida-se, assim, como um espaço de formação avançada e de difusão do conhecimento, reafirmando a vocação do Instituto para a produção interdisciplinar de saberes e para o enfrentamento crítico dos desafios da sociedade contemporânea.
Atualmente, o Instituto Humanitas elabora a proposta de criação do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Humanidades (PPGIH), em nível de mestrado acadêmico. A iniciativa amplia a atuação do Instituto na pós-graduação e dá continuidade à trajetória iniciada com a criação do Bacharelado Interdisciplinar em Humanidades.
Atualmente, o Instituto Humanitas desenvolve o projeto de criação do Parque das Humanidades, concebido para criar um ecossistema de ambientes permanentes de integração entre pesquisa científica, inovação social, participação cidadã e intervenção pública. Estruturado em quatro núcleos temáticos: Inovação, Desenvolvimento e Organização Socioambiental; Diversidade e Direitos Humanos; Democracia e Cidadania; e Memória, Patrimônio e Culturas, o projeto propõe transformar a produção científica em tecnologias de inovação social e fortalecer a articulação entre universidade, poder público e sociedade civil.
